Arquivos Mensais: fevereiro 2009

Na boca do povo

Ode à Rousseff

Eu já vi um deputado

Dizendo lá no Cariri

Que Dilma é linda e charmosa,

Igual não existe aqui,

E é capaz de ser mais bela

Que Angelina Jolie.

 

Dilma pisa devagar

Com seu jeito angelical,

Nunca deu grito em ninguém

Nem fez assédio moral

Ou correu atrás da gente

Com um pedaço de pau.

 

Dilma a superpoderosa

Com 8 bilhões pra gastar

Do jeito que ela quiser,

Da forma como mandar

Sem contar com o milhão

Do cofre do Adhemar

 

Estou com ela e não abro:

Viro abridor de cancela,

Topo matar jararaca,

Apagar fogo na goela,

Para no ano vindouro

Fazer um PAC com ela.

Alberto Simão, poeta popular 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mácula

75% dos analfabetos

têm mais de 40 anos

 

Apesar dos recursos e programas voltados para tentar reduzir os índices de analfabetismo no país, os governos estaduais, municipais e federal ainda enfrentam um dado nada animador: 75% dos que não sabem ler no Brasil têm mais de 40 anos. Com uma média de idade de 54 anos, essa é uma população que precisa vencer a falta de motivação, interesse e até dificuldades físicas para se animar a aprender as primeiras letras.

Frase da vez_2/28

 

“Jarbas acusa o PMDB de gostar de corrupção, e o partido silencia. Um ministro do PMDB diz que o fundo de pensão de Furnas é uma “bandidagem completa”, e o governo igualmente se cala.”

 

GUSTAVO FRUET, deputado federal

Comentário (II)

Oposição parece estar errando a mão

 

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) atacou Lula, criticou o Bolsa Família e declarou seu voto no tucano José Serra para presidente. Alguns petistas tomaram champanhe e já montaram a tática eleitoral no Nordeste. Vão sapecar no PSDB o rótulo de “partido que vai acabar com o Bolsa Família”. No lodo de uma campanha, não importa se é verdade ou não.

FERNANDO RODRIGUES, jornalista 

Dorival Caymmi e Silvio Caldas

Dorival Caymmi e Silvio Caldas cantam algumas canções juntos.

Carlos Chagas comenta

SOBRE A IMPOTÊNCIA GOVERNAMENTAL

 

Nenhum dia mais apropriado do que a Quarta-Feira de Cinzas, para o governo Lula demonstrar impotência diante das mega-empresas que o vem desafiando faz algum tempo. Ao receber a diretoria da Embraer, no palácio do Planalto, o presidente ouviu, alto e bom som, que não serão revistas as 4 mil demissões de uma semana atrás.

 

É claro que a Embraer continuará recebendo ajuda oficial, participará da farra dos 100 bilhões de reais que o BNDES distribui, valer-se-á de benesses fiscais e talvez ainda receba, por conta, algumas encomendas de aviões suplementares para as Forças Armadas. Mas rever demissões, ou mesmo prometer que elas se encerraram, de jeito nenhum.

 

Esse é o retrato do país. O governo dos trabalhadores protesta, lamenta e estrila, mas acovarda-se diante da postura empresarial responsável por demissões em massa no sistema econômico. Também, quem mandou entregar o jogo antes mesmo dele começar, em 2002, na tal “Carta aos Brasileiros”? Esperavam-se mudanças fundamentais de um torneiro-mecânico feito presidente da República, mas ele preferiu seguir a cartilha do antecessor, privilegiando o mercado e abrindo mão de interferir na economia. Ao capital, tudo. Ao trabalho, menos do que já recebia.

 

Poderia ter sido diferente o diálogo entre o Lula e os caciques da Embraer? Na teoria, sim. Bastaria o presidente comunicar a suspensão da ajuda oficial e das facilidades no setor dos impostos, preparando-se para a tréplica, que seria o anúncio de mais demissões. Com a iniciativa de novo em suas mãos, convidaria os interlocutores a se retirar e, na soleira da porta de seu gabinete, anunciaria estar a Embraer sob intervenção federal, a partir daquele momento.

 

O dinheiro do BNDES devido à empresa, através de seus diretores, seria de imediato destinado diretamente à conta salarial dos trabalhadores, inclusive os demitidos, logo a seguir readmitidos. Um interventor de pulso tomaria essas iniciativas em quinze minutos, promovendo em seguida ampla devassa nas contas postas à sua análise.

 

O exemplo pegaria feito sarampo nas demais empresas recalcitrantes em interromper demissões em troca de reforço de caixa. E não se suponha nelas coragem para continuar a queda de braço, cientes de que o poder público prevalece sobre os interesses privados. Ainda mais porque, coincidência ou não, as demissões vem atingindo especialmente as empresas privatizadas no período do sociólogo.

 

Encheram as burras, lucraram o que não podiam, depois de adquiridas na maior parte com capital público, do BNDES, dos fundos de pensão e de outras fontes estatais. Entrando em dificuldades, chegando ao estado pré-falimentar por conta da ambição especulativa de seus novos donos, mantém a arrogância neoliberal já escoada pelo ralo em boa parte do planeta.

 

Enquanto isso, o presidente Lula lamenta, protesta, estrila, mas não age.

Que crise?

chargeonline.com.br/Myrria

chargeonline.com.br/Myrria

Olha o perigo aí, gente!

Partidos controlam 70% dos fundos de pensão

 

Os 15 maiores fundos de pensão do País administram mais de R$ 277 bilhões, ou quase 70% do total movimentado pelas 278 fundações previdenciárias do País. Depois de sucessivas denúncias de desvio de dinheiro e ingerência política, todas as fundações foram obrigadas, a partir de 2001, a adotar o regime paritário, com metade dos diretores indicados pela empresa patrocinadora e a outra metade, pelos participantes do fundo.

 

Nos fundos vinculados a empresas privadas, a disputa político-partidária em suas diretorias é praticamente nula. Mas, nos que são patrocinados por estatais, é quase uma regra.

 

Mônica Ciarelli (AE)

Frase da vez_1/28

“Gestão da crise e preservação de empregos serão as principais questões da sucessão presidencial”.

 

Rosângela Bittar, jornalista

Opinião

“Para os 16% que não aprovam o governo federal, não é surpresa os beneficiários do Bolsa-Família não quererem aprender. Ter o peixe é muito mais fácil, não é preciso pescar. Eles têm um professor com 84% de aprovação”.

 

 Édna Nunes de Freitas ([email protected])