Arquivos Mensais: março 2008

POESIA

Dez Chamamentos ao Amigo


Se te pareço noturna e imperfeita

Olha-me de novo. Porque esta noite

Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.

E era como se a água

Desejasse

Escapar de sua casa que é o rio

E deslizando apenas, nem tocar a margem.

Te olhei. E há tanto tempo

Entendo que sou terra. Há tanto tempo

Espero

Que o teu corpo de água mais fraterno

Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta

Olha-me de novo. Com menos altivez.

E mais atento.

Hilda Hilst

Hilda de Almeida Prado Hilst mais conhecida como Hilda Hilst, (1932 – 2004) foi uma poeta, escritora e dramaturga brasileira.


JUCÁ SAI PELA PRIMEIRA VEZ EM DEFESA DE DILMA

Líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) falou pela primeira vez à imprensa sobre o suposto dossiê contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

– A orientação é falar a verdade. A verdade é defender a Dilma-, disse Jucá, negando que a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, tenha montado um dossiê para chantagear a oposição na CPMI dos Cartões Corporativos.

– O governo não precisa fazer dossiê. Esses dados são do governo. O que houve foi um vazamento de informação. Alguém pegou deliberadamente esses dados e vazou as informações de forma maldosa. Não interessa a ninguém mais do que ao governo a apuração dessa história.
Jucá disse ainda que Dilma só irá depor na CPI dos Cartões Corporativos se a ela for “pertinente”, e não apenas para debater “disse-me-disse”.

Segundo ele, a oposição está fazendo alarde com o caso porque não tem como criticar o governo de outra forma.
– O país está crescendo, a geração de empregos está aumentando, o PIB está crescendo, as obras estão sendo feitas. Se a oposição vai tentar impedir que o presidente Lula viaje o país divulgando as obras, acho lamentável. É mais fácil que escrevam uma carta pedindo que ele apóie um candidato deles em 2010.

Fonte: Blog do Noblat

‘SEM QUERER’, CABRAL CHAMA DILMA DE ‘PRESIDENTE’

Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outras autoridades, o governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, participou da cerimônia que marcou o início das obras do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), no município de Itaboraí.Ao citar, em seu discurso, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff -um dos nomes cotados no PT para concorrer à presidência em 2010, Cabral se confundiu e chamou a ministra de “presidente”. “Já estou confundindo as bolas”, desculpou-se.

O governador prestou ainda homenagem à ministra -envolvida recentemente no episódio da divulgação de um suposto dôssie com os gastos com cartão corporativo na época do governo Fernando Henrique Cardoso.”Nós temos uma pessoa que acredita no desenvolvimento econômico e social do Brasil e que com sua visão e obstinação, amor ao povo brasileiro, sensibilidade política e conhecimento técnico está botando o Plano de Aceleração do Crescimento [PAC] em prática.

Eu quero aqui homenagear a nossa companheira Dilma Roussef”, afirmou Cabral. Estão previstos investimentos de R$ 15 bilhões nas obras do Comperj. O complexo processará cerca de 150 mil barris de petróleo por dia e desenvolverá produtos petroquímicos que, segundo o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, garantirão ao Brasil a auto-suficiência nesse setor.

Fonte: Uol News

HISTÓRIA – há 44 anos…

31/03/1964 – Golpe derruba Jango

Em 1964, o presidente João Goulart (foto) é derrubado por um golpe militar. Uma forte pressão de setores da classe média levaram à queda do presidente, que tentava aplicar no Brasil as chamadas “reformas de base”. O primeiro líder do regime, que durou 21 anos, foi o marechal Castello Branco.

Fonte: Portal Terra

RUÍNAS DA FORTALEZA – SALVADOR

RUINAS DA FORTALEZA

Foto: Alex Uchôa

REMÉDIOS TÊM AUMENTO

Governo justifica a medida

Cerca de 24 mil medicamentos sofrem reajuste médio de 3,18% a partir desta segunda-feira. A medida foi anunciada no dia 14 deste mês pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).

Os reajustes foram estabelecidos para três faixas diferenciadas de medicamentos. Os percentuais, de até 4,61%, 3,56% e 2,52%, foram definidos segundo o nível de competição nos mercados a partir do grau de participação dos genéricos nas vendas.

A Cmed informou, ainda, que o cálculo também considerou o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o fator de produtividade e a variação dos custos do setor. O próximo reajuste deve ocorrer em março de 2009.

FolhaOnline

Artigo saído n’ O METROPOLITANO. Nas bancas.

PT-governo repete gangsterismo de Palocci

MIRANDA SÁ, jornalista
E-mail:
mirandasa@uol.com.br

Será que o Brasil já se esqueceu do que o todo-poderoso ministro Palocci fez quabrando os sigilos de Francenildo Santos Costa, o humilde caseiro que testemunhou sobre a presença dele na mansão mantida pela chamada “república de Ribeirão” onde se fazia lobbies, dividia-se propinas e tramava-se assaltos ao Erário? Para os que têm memória não há surpresas na chantagem que o PT-governo resolveu fazer contra o ex-presidente Fernando Henrique e dona Ruth Cardoso.

Os aloprados mais do que individualizaram o dossiê sobre os recursos repassados pela Presidência anterior; agem em duas frentes: de um lado, pressionam a CPMI dos Cartões Corporativos e do outro fazem a vergonhosa defesa prévia de Lula da Silva e família com aquele argumento fajuta do “nós fizemos mas os outros também fizeram”…

Diante da repetição do gangsterismo de Palocci, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e esposa já se adiantaram e aceitam abrir o sigilo dos cartões corporativos no período entre 1995 e 2001, época em que ocuparam o Palácio do Planalto. Materializaram esta intenção com uma carta escrita à mão aos cuidados do senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado.

E agora? Será que Lula da Silva e dona Marisa abrirão também os seus sigilos? Esperamos que sim, porque o Estado Brasileiro não é um sindicato, embora os pelegos que fazem parte das tropas de ocupação de Brasília pensem que sim.

O ministro Tarso Genro – que não pode ser considerado um ingênuo – chutou uma defesa da sua turma e quebrou a cara quando negou a existência do dossiê sobre os gastos da gestão FHC. Teve o cuidado de metamorfosear o “dossiê” em “relatório” e disse que se tratava de um levantamento feito pela Casa Civil a pedido do Tribunal de Contas da União e na expectativa de a CPMI vir a solicitar aqueles dados.

“No intervalo de poucas horas” – segundo o oportuno texto da repórter Marta Salomon, da Folha de São Paulo, “o Tribunal de Contas da União derrubou ontem a versão apresentada mais cedo pelo governo para tentar explicar o vazamento de dados sigilosos sobre despesas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Segundo o TCU, não foi pedida nenhuma informação da base de dados do Planalto”.

De sua parte, Lula da Silva – cuja palavra é um risco n’água – se apressou também a negar existência do dossiê. Disse que não era capaz de baixezas desse tipo, mas usou a desmoralizada versão que seu Ministro da Fazenda deu à imprensa, desmentido pelo TCU. O Presidente fez tais declarações numa reunião com os presidentes dos partidos da base de governo, e foi secundado pelo ministro José Múcio, das Relações Institucionais, encarregado de divulgar uma nota da Casa Civil negando a existência do dossiê.

A titular da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff fez também o dever de casa telefonando para a professora Ruth Cardoso e negou que o governo tivesse feito um “dossiê” sobre gastos dela quando seu marido, FHC, era presidente. Apenas esqueceu-se de dizer que havia um “relatório”, conforme declarou seu colega da Justiça, Tarso Genro. Uma questão de semântica.

A verdade é que assim se confirma a marcha batida para a desmoralização completa dos poderes da República. Felizmente, pela primeira vez, o governador de São Paulo, José Serra resolveu intervir com a autoridade que possui, e no Congresso, o PSDB já tem o apoio do DEM para convocar a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a dar explicações na CPI dos Cartões, apesar das negativas oficiais.

A oposição não deveria se limitar à ação parlamentar. Deve ir ao Supremo Tribunal Federal e manifestar-se ao povo brasileiro conclamando a cidadania a se mobilizar contra a prática ilícita que não é admissível num governo democrático, mas do crime organizado. Não os fichinhas dos comandos de traficantes paulistas e cariocas, mas dos gângsteres de Chicago na década tiroteada de 1920.

CAIXA DO CORREIO

Bisbilhotice no Planalto
Mais uma vez a bisbilhotice corre nas altas esferas do governo e, como sempre, quem vai levar a culpa é a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Alves Guerra, que decidiu e mandou organizar o dossiê com todos os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Para mais essa mentira só falta aos candidatos ao Prêmio Pinóquio fazer uma pesquisa perguntando aos brasileiros quem acredita na historinha contada pelo governo federal.
Izabel Avallone (izabelavallone@yahoo.com.br)

20 mil informações
Interpelada a respeito das informações vazadas da Casa Civil, a ministra Dilma Rousseff respondeu que detém informações 20 mil vezes maiores do que um dossiê. Considerando que a resposta da “guerrilheira” foi feita em meio ao envolvimento da secretária-executiva do seu Ministério, é evidente que soa em tom de ameaça.
Noel Gonçalves Cerqueira (noelcerqueira@terra.com.br)

Mãe trapalhona
Começou bem a futura candidata do PT (Partido dos Trapalhões), a mãe do PAC… Preparar um dossiê contra FHC é, no mínimo, idiotice. Além de todos os ex-presidentes terem foro privilegiado e um monte de mordomias, o que isso vai somar à eventual candidatura da mais nova trapalhona? O que tem de ser feito, e já, é abrir todas as contas da Presidência da República e de todos os parasitas que se privilegiaram com isso.
Antonio José G. Marques, São Paulo

Especialistas
No famoso e não resolvido caso do dossiê contra o então candidato ao governo do Estado de São Paulo José Serra, a turma do PT, liderada pelo senador Aloizio Mercadante (SP), montou aquela farsa toda denominada na ocasião “dossiê Vedoin”. Agora se verifica que, no caso do uso indevido dos cartões corporativos, foi uma assessora direta da ministra Dilma que armou esse esquema contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, na tentativa de incriminá-lo por uso abusivo em despesas. O que se depreende desse fato é que esse pessoal que hoje manda e desmanda no Brasil é realmente “do ramo”.
José Placsek Neto (bubapiacsek@yahoo.com.br)

Dossiê eletrônico
Felizmente, não é verdade que a Casa Civil da Presidência da República tenha preparado um dossiê ameaçador sobre as despesas de FHC e esposa, conforme li em nota oficial da própria Casa Civil. Foi somente um “banco de dados”, com as mesmas informações de um dossiê, mas isso é só coincidência. O lamentável é que o tal “banco de dados” foi entregue à imprensa, ao invés de ficar guardado nos computadores do governo. Deve ter sido distração de algum “companheiro” que apertou a tecla “enviar para”, em vez de “salvar como”.
Sergio Lopes (blackfeet@uol.com.br)

Jogo de palavras
Parece-me que a ministra Dilma está fazendo um jogo de palavras, pois um banco de dados nada mais é que um dossiê eletrônico, na era do computador. É só mandar imprimir, colocar uma capa e presto temos um dossiê no estilo antigo. A mídia precisa deixar isso claro, pois ao deixar sem comentários parece estar aceitando a argumentação deles.
Renzo Orlando (renzoorlando@uol.com.br)

CURIOSIDADE

“No último filme que fez, Orson Welles focalizou Picasso, aos 90 anos, apaixonado por uma bela húngara de 26, a quem deu um de seus quadros. Um amigo pergunta ao gênio: -“Você sabe distinguir as falsificações de suas obras verdadeiras”? “Sei” – respondeu Picasso. – “E esta aqui”? – “É falsa”. -“Não, eu vi você pintar”. E daí o genial artista espanhol arrematou: – “Eu também sei pintar falsos Picassos…” Vida e arte na tinta, na tela, na mente do artista e no corpo da mulher”.

Pedro do Coutto, jornalista

OPINIÃO

Ao ler o editorial do Estadão sobre as fusões empresariais de universidades e faculdades privadas, fiz uma pergunta a mim mesmo: Será que o PT-governo está mesmo interessado pelo assunto? Vejamos o que diz o tradicional jornal paulista:

“Sob a alegação de que “escola não é padaria” e “educação não é mercadoria”, o Ministério da Educação (MEC) pretende intervir, de modo indireto, nos processos de incorporações de universidades particulares, de lançamento de ações em bolsa por conglomerados educacionais e de participação de capitais internacionais em entidades brasileiras de ensino superior. A estimativa é de que o mercado educacional movimente anualmente cerca de R$ 40 bilhões”.

(Notas e Informações_ESP)