Arquivo do mês: setembro 2007

Relembrar Dolores Duran

Cantora e compositora brasileira famosa pelos samba-canções de amor, responsável por clássicos como “A Noite do Meu Bem” nos anos 50. Aqui ela aparece cantando um samba num número musical de um filme brasileiro.

INCÊNDIO NA UERJ

INCÊNDIO NA UERJ

Um incêndio atinge quatro andares do bloco F do Pavilhão Reitor João Lyra Filho da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), na zona norte do Rio, na tarde deste domingo.

Não há informações sobre as circunstâncias do incêndio nem sobre a eventual presença de funcionários ou alunos da universidade no local. Não há registro de feridos.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a suspeita é a de que o fogo tenha começado na gráfica instalada no primeiro andar. O fogo começou às 15h20. Não há dados atualizados sobre o andamento das operações de combate.

Homens de ao menos três batalhões –Maracanã, Vila Isabel e Central– participam da ação.

Fonte: Folha Online

FRASE DA VEZ_6/30

“Brasília está afundada em manobras que fariam corar até mesmo a prostituta da novela que parou o país”.

Ruth de Aquino, jornalista

Artigo de Gabeira

Temos a satisfação – e quase um compromisso – de trazer para os que acessam nosso Blog os textos do jornalista e deputado federal Fernando Gabeira; este artigo, saído hoje na Folha de São Paulo, é primoroso na clareza do estilo e pela lucidez do conteúdo. É a opinião independente da autêntica intelectualidade brasileira. Confira:

Em nome da democracia

Como andam devagar certas coisas no Brasil. A queda de Renan Calheiros parece um longo parto. Isso revela a fragilidade de nossa democracia. Não vou falar, de novo, de casos amorosos e lobistas, notas frias e bois voadores. Qualquer presidente acusado em quatro casos diferentes sai do cargo enquanto o tema é votado. Esse é um procedimento democrático, e sua inexistência indica que o Brasil pode conviver com essa anomalia, indicando, perigosamente, que pode aceitar outras. Renan deveria sair para honrar Alagoas.

O Brasil moderno deve muito a esse Estado. Graciliano Ramos, com seu estilo seco e direto, é um dos credores da gratidão nacional. Não só nos ajudou a espantar os penduricalhos do estilo de seus antecessores como criou personagens e histórias que sobrevivem até hoje. “Vidas Secas” é também uma tragédia de migrantes ambientais, e Baleia, a cadela da história, nos ajuda a ampliar nossa limitada visão antropocêntrica da seca.

Nise da Silveira foi militante política, presa na ditadura Vargas, e muito importante para a psiquiatria brasileira. Ela desenvolveu técnicas de tratamento que valorizam as tendências estéticas dos doentes mentais e nos deixou um grande legado no Museu do Inconsciente. Poderia mencionar o poeta Jorge de Lima, Djavan, outros nomes que mostram que o espaço é pequeno para falar da importância de Alagoas na cultura brasileira.

Renan poderia honrá-la, defendendo-se com unhas e dentes. Mas fora do cargo de presidente. O interessante é que hoje quase todos acham isso. Os apoiadores discretos e até a tropa de choque não o querem mais na presidência. A exceção é Lula. Alguém conseguiu convencê-lo de que o movimento contra Renan é também contra Lula. E que a queda de um tornaria mais vulnerável o outro. Da minha parte, acho uma tese estapafúrdia. Gostaria de ver Lula trabalhando mais e melhor.

A estabilidade no Brasil interessa a todos nós e, numa escala menor, a todo sistema internacional. Acontece que estabilidade pressupõe certa dinâmica. É preciso se antecipar, corrigir constantemente o rumo para que um processo democrático se desenrole melhor. O grande inimigo da estabilidade, num quadro como esse, é quem decide sentar em cima dela. A democracia brasileira tem hoje uma indisfarçável lacuna. O Senado está sem presidente moral.

O corpo do ex-presidente, protegido por seguranças armados de revólveres de choque, passeia pelos corredores e viaja nos jatinhos da FAB. É preciso jogá-lo de novo no fluxo das relações comuns, viajar nos aviões de carreira, sentir, ainda que de longe, o espírito das ruas das metrópoles brasileiras. Renan vive numa bolha. Cedo ou tarde sairá.

Fernando Gabeira, jornalista (assessoria@gabeira.com.br)

Informação (4)

Uni-duni-tê

O alvo inicial da rebelião dos senadores do PMDB não era Mangabeira Unger, mas Luiz Pagot, indicado do governador Blairo Maggi (PR-MT) para o Dnit que ainda não teve a nomeação aprovada pela Casa. O tiro direto em Pagot, porém, deixaria claro que o partido sonha em voltar a comandar o poderoso órgão do Ministério dos Transportes. Por isso, com a lista das medidas provisórias na mão, os rebeldes decidiram bombardear a Secretaria de Longo Prazo. O fato de a MP criar mais de 600 cargos selou o destino de Mangabeira. “Deixamos um monte de petistas desempregados”, comemorou um senador peemedebista. Agora que a brincadeira deu certo, o partido está bem propenso a repetir a dose e defenestrar de vez o enrolado Pagot, com a ajuda da oposição.

Renata Lo Prete, jornalista (painel@uol.com.br)

PALAVRAS DE PRESIDENTE!

CHARGE DO FAUSTO

Fonte: charge do Fausto

Comentário (III)

Representação teatral

Desgraçadamente, os bons acabam servindo aos maus e a troca de papéis vai confundir a opinião pública, além de embaralhar o complexo parlamentar. Diante da posição correta dos que se opõem a um imposto que sequer serve aos fins proclamados, os espertalhões entram em cena para negociar seus votos, numa representação teatral consagrada à ignomínia.
Como o próprio governo salvou a pele do senhor Renan Calheiros, agora paga o preço por sua imprudência e incompetência. Do que esse senhor é capaz, sabe até o senhor Fernando Collor, que já foi seu padrinho. Quem o tem como aliado, não precisa ter adversários. Sua goela é insaciável, sabem todos; isto ninguém pode dizer que não.

Pedro Porfírio, jornalista

Passeata em Brasília encerra homenagens a vítimas do vôo 1907

MANIFESTAÇÃO GOL

Familiares de vítimas do acidente com o vôo 1907 da Gol realizaram na manhã deste domingo uma passeata no parque da Cidade, em Brasília, para encerrar as manifestações que marcaram o primeiro ano do acidente, lembrado ontem (29).

A estimativa é de que a passeata tenha reunido aproximadamente 60 familiares. De acordo com a Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Vôo 1907, cerca de 200 camisetas foram distribuídas a freqüentadores do parque, e muitos se uniram à manifestação.

A camiseta continha o número 353 –a soma dos 154 mortos na queda do Boeing da Gol e os 199 mortos em conseqüência do acidente com o Airbus da TAM, ocorrido em julho último em São Paulo– e a frase “clamamos por justiça”.

As principais reivindicações dos familiares são a conclusão das investigações sobre o acidente pela Aeronáutica e a renovação do plano de saúde pela pela Gol.

A companhia aérea afirma que, desde o acidente, 210 pessoas contaram com assistência médica e psicológica oferecida pela rede credenciada da Sul América e que, agora, apenas a assistência psicológica será mantida por mais um ano. “O plano [de saúde], inicialmente válido por 12 meses, registrou pouca utilização no período. Do total desembolsado à seguradora em pagamento dos prêmios mensais, apenas 10% foram efetivamente usados, ou seja, revertidos em consultas, exames e outros procedimentos médicos”, disse a Gol em nota.

No dia 29 de setembro de 2006, o Boeing da Gol com 154 pessoas a bordo bateu contra um Legacy no ar e caiu em uma região de mata fechada, em Mato Grosso. Todos os ocupantes do Boeing morreram. O Legacy conseguiu pousar em segurança.

Um ano

Para marcar um ano do acidente, ontem, um ato ecumênico foi realizado pela Gol no Jardim Botânico de Brasília. No local foram plantados 154 ipês em homenagem aos mortos.

O ato foi marcado pelas críticas ao governo e reclamações das famílias afetadas contra a empresa aérea. O presidente da Gol, Constantino de Oliveira Junior, deixou o local quanto parentes dedicavam rosas às vítimas, causando estranheza.

Também no sábado, um outro grupo de parentes sobrevoou o local do acidente em aviões da FAB (Força Aérea Brasileira). Outros realizaram homenagens nas cidades em que vivem, como Porto Alegre, Manaus, Recife, Rio, Salvador, Anápolis (GO) e na região de Campinas (SP).

Fonte: Folha Online

Informação (3)

O superávit primário oculta uma realidade. É a soma de todas as receitas federais menos as despesas. Porém sem incluir – não sei por quê – os juros desembolsados. Aparentemente o cálculo leva à fantasia de um lucro. Mas na realidade registra um déficit real. Este item da contabilidade pública deveria ser abolido. É inócuo. Conduz a uma idéia não verdadeira. Um sonho como o Mágico de Oz.

Pedro do Coutto, jornalista

FRASE DA VEZ_5/30


“Tereza, a Incrivinel, deixou o “Panorama político” de “O Globo”, para dirigir o novo “Panorama político” do governo, a TV Pública. Trocou de sala”.

Sebastião Nery, jornalista