Artigo

PARECENÇA

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected];com.br)

                        “Os melhores fascistas obedecem em silêncio e trabalham comdisciplina”  (Benito Mussolini)

Repetidamente discute-se no Twitter duas interpretações: Se o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nazista) era de direita ou de esquerda e se o Partido dos Trabalhadores do pelego Lula da Silva tem formação fascista.

Mussolini, nosso epigrafado, explica com a frase pronunciada a obediência cega dos militantes fascistas e sua disciplina, cuja ação só foi superada pelos membros do Partido Comunista (Bolchevique) da União Soviética. Ambos caricaturados pelo fascismo tupiniquim…

Descrevendo a conjuntura alemã quando os militantes do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães se preparavam para tomar o poder, os historiadores Roger Manwell e Heinrich Fraenkel registraram:

“O Parlamento estava enfraquecido por um número demasiado grande de partidos de minoria, cada um procurando obter mais vantagens do que os outros”.

Não é o que se vê no Brasil com a enxurrada de partidos nanicos? Mais de dez se autodenominando “de esquerda”, mas andando a reboque do PT, e do seu cultuado chefe.

Como se sabe a linguagem é viva e saudável na boca do povo. As palavras nascem, adoecem, desaparecem ou morrem. Pesquisando, encontro e visito na UTI do idioma português a palavra “Parecença”, um substantivo feminino que vive graças às injeções culturais dos sertanejos.

Sua característica é ser intimamente ligada à aparência semelhante, sendo, por isso, mais do que simplesmente semelhança. Assim, apresenta menos sinônimos do que antônimos, como diferença, discrepância…

Então há pouca ou nenhuma diferença na formação do PT com a formação do NDASP. A História registra que quando em 1920 Hitler assumiu o comando do Partido Nacional Socialista, que era uma agremiação “de esquerda”, acrescentou à sigla “dos Trabalhadores”, que ficou “Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães”.

E em seguida, os irmãos Otto e Gregor Strasser, secretários de mobilização do partido nazista mobilizaram as várias tendências esquerdistas da Alemanha, os anarco-sindicalistas que enfrentavam os comunistas, os trotskistas, sociais democratas e até trânsfugas do Partido Comunista (stalinista). Não foi desse jeito que os padres “revolucionários” fizeram em São Paulo paras fundar o PT?

Esta composição tem uma incrível parecença. E tem mais: tal qual assistimos no Brasil, Hitler criou as “Tropas de Assalto” com duas vertentes; uma, o chamado pessoal “do queima”, para discursos em portas de fábrica enfrentando os comunistas, e outra a dos vândalos mascarados para o “quebra-quebra” nas ruas das cidades.

Os militantes ouviam Hitler, como aqui ouvem Zé Dirceu. Hitler orientou: O NDASP não deverá ser um porta-voz da opinião pública, deverá dominá-la. Não será servidor das massas e sim seu patrão” (Mein Kampf); um pensamento lulopetista.

É assim que se comportam os cúmplices da roubalheira desenfreada de Lula e os hierarcas do PT.  A lavagem cerebral substituiu o livre pensar pelo fanatismo por uma ideologia fraudulenta que só defende nos discursos os interesses do País e da Nação.

Isto estamos assistindo. Para salvar Lula, não esperam que a Justiça puna seu ex-aliado Temer pelos seus malfeitos, mas praticam puro terrorismo. Na mídia, o noticiário seletivo dos militantes e contra prédios públicos, vandalismo.

Por isto, fico com o pensamento redondo e completo de Buenaventura Durruti: “Al Fascismo no se le discute, se le destruye.”

CORRUPÇÃO

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

           “Debalde eu olho e procuro…/ Tudo escuro/ Só vejo em roda de mim!” (Casimiro de Abreu)

Distante da Pátria eu poderia cantar com o vate Gonçalves Dias e todos os poetas que o seguiram poetizando “canções do exílio”, como Casimiro, meu epigrafado, Murilo Mendes e Carlos Drumond de Andrade…

Mas a exaltação romântica que estes românticos fizeram está na contramão do que sinto, a onze horas de voo, na bela Costa Rica, a pérola da América Latina, pelo seu exemplo de Democracia, Educação e Saúde ao alcance do seu povo amável.

Não quero me lembrar dos jambeiros, nem dos maracanãs… A corrupção política escurece a minha vista da nossa pródiga natureza. Não esqueço que a corrupção é assassina, que mata os investimentos públicos para a Saúde, a Educação e o próprio bem-estar da cidadania.

Segundo os dicionários, o verbete “Corrupção” é um substantivo feminino qualificado como adulteração, deterioração, decomposição física de algo e putrefação. Isto bastaria para desenhar o mapa do Brasil. É a má aplicação da riqueza nacional em proveito da chamada “classe política”.

Estudiosos apontam várias formas de corrupção, citando o suborno, extorsão, fisiologismo, nepotismo, clientelismo e peculato. Qual dessas miseráveis modalidades não se vê atualmente na nossa Pátria?

Neste momento que atravessamos, uso uma lupa – que me ajuda enxergar o Brasil de longe – para focar a gênese do horror que nos envergonha e, como negar, nos amedronta. Vejo os mais de oito bilhões de reais que Lula da Silva, o arqui-corrupto, presenteou para a JBS, dos seus comparsas da família Batista.

A venda de Medidas Provisórias – que parecia um crime inominável – tornou-se mera coadjuvante do poder de corrupção que foi dotado aos pseudocapitalistas amigos do lulopetismo.

Foi daí que se envolveram centenas de políticos de várias legendas partidárias, mais particularmente aqueles que arrotavam oposicionismo aos males causados nos anos de PT-governo, em que um dos seus eleitos, Michel Temer, assumiu a presidência da República após o impeachment de Dilma Rousseff.

O afastamento de Dilma nos parecia uma livrança da pior crise econômica que o País vive, pela incompetência e leniência com a corrupção da ex-presidente alter ego de Lula. Acreditou-se que ajudaria o combate à inflação e principalmente ao desemprego de 14 milhões de trabalhadores.

Triste engano. Temer trouxe consigo uma fraude: o seu próprio partido medularmente envolvido em tramoias, e a enganação do tucanato, com o candidato adversário da chapa Dilma-Temer, Aécio Neves, comprometido com a criminalidade política igual a do PT e seus satélites.

Escrevo com a tristeza de reconhecer que pouco resta no cenário das ilegalidades cometidas pelo PT, PMDB, PSDB, PP e outros menos votados, mas tão envolvidos quanto.

A acumulação dos malfeitos nos 14 anos de ocupação do poder pelo lulopetismo se refletiu de maneira geral sobre os três poderes da República. E muito pior: acarretaram o silêncio cúmplice de uma grande fração do povo, aproveitadora dos restos do banquete da pelegagem e seus aliados ostensivos e ocultos.

Felizmente, a alvorada: os combatentes da Polícia Federal, do Ministério Público e do juiz Sérgio Moro, que, como um tsunami de honestidade está lavando o solo nacional para nos livrar da podridão generalizada do mundo político.

 

 

GLOBALIZAÇÃO

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

                  “A globalização mata a noção de solidariedade, devolve o homem à condição primitiva                                 do cada um por si e reduz as noções de moralidade pública e particular a um quase nada”    (Milton Santos)

Tenho certeza que não aparecerá um só intelectual manifesteiro do lulopetismo para contestar o nosso epigrafado, o professor Milton Santos, cuja respeitabilidade é superior às centenas de assinaturas em defesa de uma ideologia que favorece a corrupção, e, além de superada, é deturpada.

A palavra “Globalização” está na moda, apesar de representar o processo de ampliação da hegemonia econômica, política e cultural do Foro de Davos sobre as demais nações. E incrivelmente, é defendida pelos “socialistas” latino-americanos.

O termo globalização é dicionarizado como substantivo feminino e definido como “espécie de mercado financeiro mundial criado a partir da união dos mercados de diferentes países e da quebra das fronteiras entre esses mercados”.

Sou contra a globalização porque derruba fronteiras para substituir o conceito de país por um governo virtual, transnacional, que realiza transações financeiras e comerciais e impõe culturas às nações aderentes e subordinadas.

As recentes eleições na França distinguiram-se por transparecer o choque das duas tendências mundiais, em prol e contra a globalização. O Reino Unido – que a séculos acumula experiências de autodefesa, já se mostrou contrário, e a eleição de Trump, nos EUA, inclinou-se igualmente contra o império invisível que tem George Soros como porta-voz.

Soros, como se sabe, é o megaespeculador que quebrou o Banco da Inglaterra, e lidera um grupo de “hedge funds” que exerce grande influência sobre o Euro. Não se manifestou publicamente como fizeram Obama e Merckel divulgando suas adesões em alto tom a Emanuel Macron, mas certamente o fez “por debaixo do pano”.

No sábado anterior ao pleito francês (no Exterior já se votava em embaixadas e consulados), o ex-ministro grego de Economia fez um estremecido apelo para que elejam o candidato de Hollande contra Le Pen. Mostrou que precisa do suor do povo francês para a Grécia sobreviver e escapar da crise gerada pela corrupção.

Há duas décadas seria impensável que a intelligentsia terceiro-mundista aderisse à globalização como fazem hoje os mesmos que combateram o Consenso de Washington e denunciavam – muitas vezes sem razão – o “imperialismo norte-americano pelos seus males.

Veja-se que o FMI define como característica fundamental da globalização o comércio e transações financeiras, movimentos de capital e de investimento, migração e movimento de pessoas e difusão da ideia de uniformização cultural “universalista”.

Estes princípios contribuem sem dúvida alguma para a subordinação dos Estados-Nações. É o que se traduz no Brasil com a Lei da Imigração, que escancara as nossas fronteiras para os refugiados que a Europa recusa, e cria uma confusão mental sobre a notável contribuição migratória para a nacionalidade brasileira.

Uma coisa se registrou com àqueles que vieram trabalhar e progredir no Brasil, fugindo de guerras e crises econômicas; outra é vir concorrer com a pobreza aqui existente e sem busca de solução pelo mesmo governo que se abre para estrangeiros.

Enfim, ser contra a globalização é ser contra o domínio de um “grande irmão desconhecido”, é recusar-se a adotar o consumismo e o hedonismo das nações ricas do chamado primeiro mundo…

VERGONHA

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

                                               “Negociatas, maracutaias, benefícios, prerrogativas… Empreiteiros, burocratas                                                                         a dança dos aditivos contratuais, Supremo Tribunal Federal…”                                              (Philipe Kling David/Miranda Sá)

Estou tomado de indignação e revolta, aumentando o percentual de 34% dos brasileiros que têm vergonha de ser brasileiros, quadruplicando em cinco anos o número deste desalento em relação à nossa Pátria.

Não poderia ser de outra forma, após o anúncio de que a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal, por 3 votos contra dois, soltou José Dirceu, autor intelectual do assalto que o lulopetismo perpetrou organizadamente contra o Erário, como uma quadrilha de malfeitores.

Três dos juízes que não se negam a atender interesses alheios à Justiça assumiram esta decisão. São eles – para registro da História –, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, os dois primeiros pelas ligações políticas com o PT e Mendes por suspeitosa atuação na Corte.

É também necessário consignar que Dirceu estava preso desde agosto de 2015, condenado em 1ª Instância pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito do Petrolão. E que já havia cumprido pena por atuação semelhante no caso do Mensalão.

Creio não ser o único a sofrer tamanha humilhação, por que envergonhar a cidadania como fez o Supremo, ultrajando a dignidade nacional, não pode ser aceito pelos que têm amor próprio. A indução deste opróbio é um verdadeiro estupro na consciência patriótica, um insulto aos que ainda acreditavam na Justiça.

O gangsterismo político atingiu o ápice com esta decisão que inegavelmente tem a finalidade de atingir a Operação Lava Jato, apoiada pela grande maioria do povo brasileiro. O acatamento ao pedido de habeas corpus de Dirceu soma-se a outras medidas tomadas em favor de corruptos presos.

A soltura em sequência de João Cláudio Genu, José Carlos Bumlai e Eike Batista envolvidos até o gogó em esquemas de corrupção, fere profundamente a ação corretiva que a PF, o MPF e o juiz Sérgio Moro vêm realizando sob aplausos gerais.

Nem todos sentem vergonha. Os amorais e os psicóticos não sofrem diante da desonra. Vergonha, dicionarizada como substantivo feminino, é o sentimento de um ultraje sofrido. A palavra vem do latim, “verecundia”, conceituada como condição psicológica de sofrimento pelo conhecimento de uma calamidade.

É vasta a sinonímia de vergonha, que aparece como aviltamento, constrangimento, desgraça, enxovalho, rebaixamento e vexame são alguns deles; e a calamitosa decisão do STF lembra uma estória que ouvi na adolescência:

Deus, quando disse faça-se a terra entre as águas, distribuiu as regiões que viriam a ser países pondo em cada qual percalços, proveitos ou transtornos.  No Japão e na Coréia, pôs terremotos, na China, inundações; na Indonésia tsunamis, na Índia fome, na Europa e América Central, vulcões; na África do Norte, desertos e nos Estados Unidos e Caribe, furacões e ciclones.

Para o Brasil, o Senhor mandou botar uma natureza exuberante, uma terra fértil, climas bem distribuídos, água à vontade. O filho de Deus, Jesus, falou-lhe que achava um exagero aquinhoar um País somente com coisas boas. O Justo disse então:

Verás que o povo que vai viver lá não precisa sofrer desgraças naturais para sofrer: Terá uma classe política miserável e um Supremo Tribunal Federal julgando às avessas, condenando a Nação e absolvendo os ladrões.

GREVE

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“Ninguém deixa de morrer só porque os coveiros fazem greve” (Saint-Clair Mello)

A pelegagem lulopetista convocou uma “greve geral” mascarada: seria para ser contrária à reforma da Previdência Social, mas a mobilização quis, na realidade, para manter o famigerado imposto sindical compulsório e defender o chefe, Lula da Silva, réu em ações criminosas contra o Erário.

Entre ataques e defesas da paralização, tive uma polêmica com um tuiteiro que se disse apartidário e sindicalista puro, mas combateu a reforma trabalhista e calou sobre o imposto sindical. Após algumas intervenções, surgiu um terceiro entre nós, alertando-me que meu interlocutor era um professor e teórico do socialismo.

Achei excelente, pois gosto de uma discussão em alto nível e, quando o opositor é culto, melhor ainda. Então tuitei perguntando ao Teórico, se ele havia lido o livro “Sindicalismo”, com escritos de Marx e Engels sobre o assunto.

O cara não deu resposta. Evidentemente não era socialista nem intelectual, já que não conhecia o livro de Marx e Engels. Vi que se tratava de mais um narcopopulista, dos que arrotam marxismo para facilitar o assalto ao Estado como fez o lulopetista Sérgio Cabral no Rio de Janeiro.

Esses falsos “sindicalistas” me levam a escrever este texto, por constatar que vivem o auge da alienação confundindo o princípio político com o princípio social.

Eles ignoram a origem dos sindicatos, nascidos entre os operários têxteis ingleses e suas das Trade Unions, nas próprias fábricas ou em associações culturais e educativas que instruíam sobre o direito de exigir melhores condições de trabalho. Segundo o estudioso Sérgio Pinto Martins as Trade Unions foram, sem dúvida, “[…] os embriões do sindicato”.

Do século XVIII para cá, viu-se os anarquistas assumindo a direção dos sindicatos, depois derrubados pelos stalinistas enfrentando um adversário igual, os fascistas. O modelo de sindicalismo fascista está na Carta del Lavoro, de Mussolini, que foi copiada por Hitler na Alemanha, e pelas caricatas ditaduras espanhola, húngara, portuguesa e romena.

Como a moda populista de hoje, as ditaduras se espalharam pela América Latina. No Brasil, o ditador Getúlio Vargas, simpático ao nazi-fascismo, copiou a Carta del Lavoro, na Consolidação das Leis do Trabalho – CLT – que vigora desde a década de 1930.

Além de superada pela evolução das relações de trabalho, CLT, cotejada com a Carta del Lavoro, que tinha apenas 30 artigos, traz detalhes idiotas nos seus 922 artigos; e. entre outras enganações, impôs um modelo especial de sindicatos, controlados por pelegos a soldo de um imposto sindical obrigatório.

Falar de sindicato nos leva à greve, por que é dos sindicatos que saem as greves. O verbete “greve”, dicionarizado, é a recusa do trabalhador em cumprir a jornada de trabalho até que o patrão atenda determinada reivindicação.

A origem da palavra “greve” vem de uma praça parisiense, Place de Grève, para onde acorriam os grevistas misturando-se à multidão que ocupava o logradouro. “Faire grève” significava, reunir-se na Praça da Greve.

Há dezenas de formas de fazer greve e uma delas, a “greve geral”, é o sonho dos que defendem a subversão da ordem, mas greve de funcionário público não é prevista, porque o Estado não é patrão; ‘se o servidor tem o direito de greve, o governo tem direito de cortar seu ponto’…

Tirando as escolas e os piquetes, a pelegagem mobilizou mais pneus queimados e balões flutuantes do que gente. A “greve geral” dos que não trabalham só existiu no noticiário “esquerdista” da Uol, BBC, Reuters e na mídia globalista e global…

Foi uma tentativa frustrada. Sem apoio dos trabalhadores e muito menos do povão, foi desmentida a afirmação de que “a oposição é sempre popular”. Ocorre, porém, que a oposição que temos não merece confiança: oferece somente um amontoado de roubos, conflitos psicológicos e traição à Pátria.

Para os grevistas da CUT, MST e UNE, restou uma piada do Tom: “Quero mais é que sua bunda pegue fogo e que os bombeiros estejam de greve”.

A MÃE DE TODAS AS BOMBAS

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

        “Inventam uma bomba e depois ficam arranjando conferências para que ela não seja detonada”  (Max Nunes)

Duas manchetes garrafais (a gíria jornalística antiga usava este adjetivo para títulos com letras enormes) ganharam o que resta de imprensa escrita: uma se espalhou pelo mundo inteiro, a “Mãe de todas as bombas” que os EUA jogaram no Afeganistão; a outra ficou na mídia jabuticaba, a Delação dos Oldebrechts…

Os arsenais dos EUA e da Rússia estocam bombas especiais, muito grandes, que os norte-americanos batizaram de MOAB – “Massive Ordnance Air Blast” -, que trocando em miúdos é “explosão aérea de imenso poder”. A conhecida ironia que percorre o Pentágono apelidou-a de “Mãe de todas as bombas”.

Também explodindo no ar, com fogo e estilhaços para todos os lados, tivemos no Brasil as delações de Emílio e Marcelo Odebrecht, pai e filho, e o séquito de diretores da empreiteira. Enxeridamente resolvi chama-las também de Mãe de todas as bombas, por se seguir a pequenas explosões que apenas arranharam a chamada classe política.

Vejamos: Temos no Brasil um organizado e gigantesco sistema de corrupção, traçado e executado pela parceria público-privada comandada por Emílio Odebrecht e Lula da Silva, que trocavam de posição às custas de propinas na direção dos negócios do governo federal.

São tão grandes a abrangência e a proporção sistemática do assalto aos cofres públicos que ia da compra de vereadores – como ocorreu em Uruguaiana, no interior do Rio Grande do Sul -, até operações internacionais em nove países, Angola, Argentina Colômbia, El Salvador, Equador, México, Peru, República Dominicana e Venezuela.

Restam aparecer os EUA e o Japão, por causa das transações criminosas realizadas na compra de refinarias, em Pasadena e na ilha de Okinawa; em ambas as mesmas digitais do lulopetismo corrupto acionado por Dilma, no conselho da Petrobras e na Presidência da República.

Impõe-se a importância altamente negativa para a economia nacional e a comprovação da desfaçatez criminosa de Lula, o caso das obras em Angola, em prejuízo para as normas do BNDES e propina sendo paga em diamantes…

Até agora, devidamente divulgados em louvor à transparência defendida pelo ministro Edson Fachin, do STF, temos 76 inquéritos abertos, entre os quais 31 – ou 40,8% – tratam de cobrança de propinas. Quando redigia este artigo, tive a informação de que os delatores da Odebrecht apresentaram documentos para corroborar acusações feitas em delações premiadas.

Os investigadores da inteligência da PF dispõem de papeis diversos, contas e extratos bancários, comprovantes de transferência de dinheiro e contratos fictícios que simulavam um serviço prestado à empreiteira para camuflar pagamento de dívida de campanha.

A bomba explodiu com tamanha magnitude que escondê-los foi impossível para certos órgãos de informação simpáticos a Lula e Emílio. Jornalistas e colunistas famosos ainda não fizeram autocrítica por não ter antevisto o que ocorria no País antes da detonação da “Mãe de todos as bombas”.

O povo não ficou atônito. Informou-se, comprovando do que já desconfiava. A Nação como um todo pede uma severa punição para os culpados. Entretanto, os partidos picaretas tentam sensibilizar a Justiça a aceitar uso do dinheiro do Fundo Partidário para quitar as multas por mau uso do mesmo fundo.

E o pior, pelo cinismo descarado: A imprensa publica que estão à liderar essa Frente Única pela Corrupção – FUC, um crime de lesa-Pátria, Lula, FHC E Temer.  Nenhum deles merece perdão.

 

 

SENHOR BISPO

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, porque me corrompem” (Agostinho, bispo e doutor da Igreja)

Podem anotar que estas mal traçadas linhas não visam criticar ou muito menos combater partidos, filosofias de vida, igrejas ou seitas religiosas. Trata-se apenas de uma censura a uma autoridade pública que está cometendo um abuso.

Levou-me a isto uma nota de jornal que li, informando que o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, foi à África do Sul (a notícia não diz o que foi fazer) e lá foi a um culto na Igreja Universal, anunciado como Bispo.

Como sabemos, “bispo” (do grego antigo επίσκοπος ou episcopos; e do latim episcopus) quer dizer literalmente “supervisor”, de epi, fim/extremidade + skopos, vista, ou seja, “aquele que vê por cima, pelo alto, que supervisiona”).

No tempo anterior ao cristianismo, ser um bispo era assumir qualquer atividade administrativa nos âmbitos civil, financeiro, militar e judiciário.

A Igreja Universal, onde Crivella é bispo, foi fundada por Edir Macedo e tem uma organização semelhante às denominações tradicionais e como o sacerdócio evangélico admite mulheres, há o feminino “bispa”. A hierarquia tem também presbíteros e diáconos, os pastores equivalentes aos padres.

Bem, se Crivella viajou para a África do Sul como prefeito, suas visitas e reuniões deveriam ser realizadas a serviço da municipalidade carioca, para ter suas passagens e estadias pagas com o dinheiro público; se foi como bispo, que a sua igreja pague.

Faço esta cobrança por que lhe dei meu voto quando foi eleito. Confesso que foi por falta de opção; no primeiro turno, nenhum dos candidatos me atraiu pelo partido, postura ou presumível opção ideológica. O Índio da Costa – por ser frequentador do Tuitter – recebeu meu voto.

No segundo turno, A vs. B, fui induzido a escolher entre Crivella e Freixo. Não precisei matutar para excluir Freixo, como candidato do Partido Socialista do Leblon. Os autodenominados “revolucionários” deste partido foram muito bem classificados como “socialistas caviar”.

O próprio partido, dito “de esquerda, ” tem uma atuação que deixa a desejar por acobertar os vândalos Black-Blocs, atuar quase sempre como um puxadinho do PT e, cujos quadros estão fora da “lista de Janot”, são ótimos de discurso, mas, pelas entidades que dirigem são péssimos administradores.

Assim votei no Crivella, por não ter preconceitos de qualquer ordem, principalmente religiosos. Fui um eleitor entre os 1.700.030.000 votos contra 1.314950.000 que recebeu o seu adversário.

Foi por isto que critiquei Crivella, de pronto, quando insistiu em nomear um filho para a administração municipal, num gesto claro de nepotismo; que foi reforçado depois, dando um cargo para um sócio da filha. E critico-o, enquanto cidadão que paga impostos no município do Rio de Janeiro, sempre que julgar necessário.

Falei outro dia levantando a informação de que a guarda municipal e a própria urbana reduzem seus efetivos nos fins de semana e feriados, e que está sendo implantada no Jardim da Glória uma “cracolândia” e não me venham reclamar depois por que não será por falta de aviso. A Feira do Lixo que estava se insinuando na Rua do Catete foi reprimida pela Guarda Municipal, embora a sua presença não seja diária.

Enfim, imitando o grande Câmara Cascudo sinto-me um bairrista incurável. Ele escreveu: “Não sou nem federal nem estadual. Sou municipal”. É o meu caso. Como não tenho um vereador confiável, cobro do Prefeito, e deixo o bispo para seus fiéis.

NOÇOQUÉN

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

                                 “Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores” (Cora Coralina)

O título deste artigo, Noçoquén, parece esquisito, mas é bastante conhecido por antropólogos e indigenistas. Trata-se de uma reserva de plantas medicinais que os indígenas brasileiros, principalmente os amazônicos, mantinham e que foi estudado pelo cientista Curt Nimuendaju.

Uma espécie primitiva de jardim botânico que entra na minha narrativa para falar das Amazonas – mulheres guerreiras que em regime de matriarcado dominavam as tribos ancestrais dos Apiacá, Maué, Mundurucu e Mura. Pode ser lenda, mas também pode ser verdade, e a narrativa oral sobre essas guerreiras alcançou o princípio do século 20.

Lembrei-me de pesquisar sobre as Amazonas por causa de um fenômeno social da atualidade brasileira, cheio de razão e também de muita hipocrisia, denominado “feminismo”. Grifo “atualidade brasileira”, porque esse movimento vem de longe com suas heroínas e vitórias desde o século 19, com as mulheres inglesas lutando pelo direito de voto.

100 anos depois mulheres do Hemisfério Ocidental principalmente na Europa, ainda combateram (é de achar graça) para usar maiô de duas peças, mais tarde batizados de “biquínis”…

Nos fins do século 20 a História registra o que os pesquisadores e as próprias ativistas feministas denominam a “terceira onda”, o empenho das mulheres para conquistar a igualdade política legal e social com os homens.

Com exagerada e ruidosa participação de minorias, o movimento feminista embaralhou-se nas agitações pela liberdade sexual, desviando-se da causa original da manifestação pela igualdade de gênero.

Autodenominando-se “de esquerda” a facção diversionista assume atitudes agressivas a ponto de serem apelidadas de “feminazi” – por comparação com as tropas de choque hitleristas que aterrorizaram o povo alemão.

Além da linguagem violenta, as “feminazi” mostram total ignorância sobre a vida dos seus ídolos, pois Engels e Marx possuíram amantes; e, na sua fingida afetação exigindo a liberação total da sexualidade, defendem o islamismo, que relega a mulher a um plano secundário e pune com pena de morte o homossexualismo.

Felizmente, a má influência e a alienação só atingem uma ínfima minoria. As feministas autênticas se afirmam enaltecendo as lendárias Amazonas, que deixaram no Brasil os traços das primeiras sociedades humanas, do matriarcado com modo de produção comunitário e atividades comuns na colheita, na caça, na pesca e na guerra.

Nos dias de hoje, o papel da mulher trabalhadora recupera este respeito, participando de todas as atividades econômicas, culturais, políticas e sociais. Injustamente continuam sendo menos remuneradas do que os homens e ainda encontram portas fechadas para si.

Segundo o respeitável cientista e pesquisador Nunes Pereira, as antepassadas das mulheres trabalhadoras da atualidade eram responsáveis e guardas dos ‘noçoquéns”; as Amazonas os administravam com o conhecimento e a prudência dos pajés, colhendo, ensinando e receitando remédios fitoterápicos a quem deles necessitava.

É esta atividade respeitável, pela educação e a saúde do nosso povo, que esperamos das brasileiras patriotas, as nossas belas Amazonas…

 

 

O JUIZ

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“Quatro características deve ter um juiz; ouvir cortesmente, responder sabiamente, ponderar prudentemente e decidir imparcialmente.” (Sócrates)

Estudante de Direito, na tradicional Faculdade Nacional de Direito da antiga Universidade do Brasil e membro da “Academia Boêmia” que o pessoal do Centro Acadêmico Cândido de Oliveira (CACO) promovia, eu participava nos dias 11 de agosto dos “pendura” – comes e bebes em restaurantes e bares – à custa da casa, o que muitas vezes virava caso policial.

Somente a pouco tempo descobri que no 11 de agosto comemora-se – além do Dia do Advogado, o Dia do Juiz…  Felizmente essas duas figuras só se confundem numa data, pois são, pelo menos teoricamente, não somente diferentes, mas antagônicos.

“Advogados” – escreveu Lênin, numa acepção que concordo em gênero e número – “nem os do partido”; enquanto nominalmente a palavra “juiz” que vem do latim, iūdex -dĭcis, literalmente ” é “aquele que julga”, de jus, “direito”, “lei”, e dicere, “dizer”.

Trocando em miúdos, juiz é um cidadão investido de autoridade pública com o poder/dever para exercer o julgamento dos conflitos de interesse que são submetidos à sua apreciação.

No Brasil, como em diversos outros países, o juiz faz parte de uma corporação – o Poder Judiciário – um dos três poderes da República. É um administrador da Justiça do Estado, responsável por declarar e ordenar o que for necessário para julgar procedente ou não a pretensão da parte que o provocou, e fazer jus ao direito pleiteado.

Vem de longe as provocações para que o juiz pratique uma justiça boa e perfeita. Na velha Grécia, Platão alertou: “O juiz não é nomeado para fazer favores com a Justiça, mas para julgar segundo as leis”.

No século passado, um pensador brasileiro, Roberto de Oliveira Campos, no seu livro “Na virada do milênio” escreveu: “A independência do juiz não é uma faculdade absoluta, poder fazer o que queira sem dar satisfações. O juiz não tem, nem pode pleitear, moral ou profissionalmente, nenhuma independência diante da lei. Ele é, tem de ser, pelo contrário, um servidor incondicional da lei.”

A conjuntura político-social no Brasil nos leva a reconhecer a situação pré-falimentar da República, com o Poder Executivo vacilante quanto a sua legitimidade, um Poder Legislativo em estado de putrefação pelas práticas corruptas de muitos dos seus membros, e um Poder Judiciário que nem sempre exerce a sua função com independência e fazendo favores a quem nomeia os juízes…

Há, porém, honrosas e dignificantes exceções, principalmente entre os magistrados que julgam as ações da Operação Lava Jato. Em diversas unidades da Federação assistimos à intervenção de juízes – na maioria jovens – que obedecem à Lei e julgam com autonomia para agir e decidir.

Em destaque, como não poderia deixar de ser, temos a “República de Curitiba” – na ação da Justiça Federal do Paraná tendo à frente o juiz Sérgio Moro, que pelos ataques que vem sofrendo dos investigados, na grande maioria comprovadamente corruptos, cresce na nossa admiração, respeito e o aplauso dos brasileiros honestos.

A intervenção sistemática da Lava Jato, através da Polícia Federal e dos procuradores da República é um tesouro guardado, com chave de ouro, por um juiz que honra a sua função e obscurece todos os que distribuem malfeitos em nome da Justiça.

 

BARALHO

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

                                     “Tem gente que a vida inteira, fica travando inútil luta com os galhos, sem saber que é lá no tronco que tá o coringa do baralho” (Raul Seixas)

São tão confusas e difíceis de entender as circunstâncias políticas que o Brasil atravessa, que me veio à cabeça o verbo transitivo direto “embaralhar” que, dicionarizado significa misturar as cartas do baralho, alterar, atrapalhar, confundir, criar desordem…

De embaralhar vamos a Baralho, cartas retangulares de cartolina ou papelão (hoje os chineses exportam os de plástico), que, segundo alguns historiadores teriam surgido na China e, com outra versão, de origem árabe.

O mais conhecido no Ocidente obedece ao padrão francês, que segundo dizem foi criado pelo pintor Jacquemin Gringonneur, sob encomenda do rei Carlos VI e se popularizou graças a tecnologia da fabricação de papel e da impressão.

O baralho francês tem 52 cartas, com 13 cartas de cada um dos quatro naipes, paus (♣), ouros (♦), copas (♥) e espadas (♠), com quatro cartas de figuras em cada naipe, mais um ás e um coringa.

O baralho é utilizado em vários jogos, que entre os conhecidos no Brasil, temos o Buraco, Burro, Canastra, Fedorento, Maumau, Naipe, Pife-pafe (“pife” ou “relancim”), Pôquer, Ronda, Sete-e-meio, Sueca, Truco e Vinte-e-um.

Há o baralho cigano, para prática advinhatória e com cartas especiais, também se usa para o jogo do Tarô.

No vicioso esquema político reinante no Brasil se misturam a Operação Lava Jato, o juiz Sérgio Moro, o MPF, a PF, condenações populares à impunidade, lista fechada, fundo partidário, contribuição sindical compulsória, lentidão no STF, embaraços que se somam às conspirações degeneradas para anistiar o Caixa 2.

As cartas aqui poderiam trazem novas figuras que não às atribuídas por Gringonneur, levando para o lado do mal as cartas de espadas, aziagas, segundo jogadores empedernidos, e as cartas de ouros para o lado de bom.

Os delatores seriam os azes e Sérgio Moro o Coringa, com a vantagem da judicatura ser um trunfo.  Em certos jogos, o trunfo é o naipe apontado pelo corte do baralho que passa a ter superioridade sobre os demais naipes.

Temos alguns trunfos entre os políticos que escaparam da malsinada praga que o lulopetismo espalhou nos poderes da República e juiz Sérgio Moro – O Coringa – se diferencia pela independência e sobretudo pela coragem de enfrentar os poderosos.

Robert Louis Stevenson escreveu que “Nem sempre a vida é um jogo com cartas boas/ às vezes temos que jogar também com uma mão ruim”. É o que assistimos na grande mesa verde em que jogamos, os patriotas brasileiros contra a organização criminosa que sem-cerimônia assaltou o País.

Os parceiros da corrupção começaram a perder o jogo quando Dilma – ocupando a presidência da República tentou garantir prerrogativa de foro privilegiado para Lula nomeando-o para a Casa Civil. Perderam essa mão. E perderam a primeira rodada com o impeachment.

A mais importante partida é jogada agora. O az das delações premiadas, Marcelo Odebrecht, pôs na mesa as cartas que envolvem Lula e Dilma, embaralhados com próceres peemedebistas e tucanos.

Por fim, estas denúncias levaram à união os envolvidos em falcatruas. Eles tramam, no Executivo, Legislativo e Judiciário uma escapatória. Cozinham, às escondidas, projetos infames, como o abuso da autoridade e a anistia ao Caixa 2.

Será o povo nas ruas que dará a última cartada!