Artigo

A MÃE DE TODAS AS BOMBAS

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

        “Inventam uma bomba e depois ficam arranjando conferências para que ela não seja detonada”  (Max Nunes)

Duas manchetes garrafais (a gíria jornalística antiga usava este adjetivo para títulos com letras enormes) ganharam o que resta de imprensa escrita: uma se espalhou pelo mundo inteiro, a “Mãe de todas as bombas” que os EUA jogaram no Afeganistão; a outra ficou na mídia jabuticaba, a Delação dos Oldebrechts…

Os arsenais dos EUA e da Rússia estocam bombas especiais, muito grandes, que os norte-americanos batizaram de MOAB – “Massive Ordnance Air Blast” -, que trocando em miúdos é “explosão aérea de imenso poder”. A conhecida ironia que percorre o Pentágono apelidou-a de “Mãe de todas as bombas”.

Também explodindo no ar, com fogo e estilhaços para todos os lados, tivemos no Brasil as delações de Emílio e Marcelo Odebrecht, pai e filho, e o séquito de diretores da empreiteira. Enxeridamente resolvi chama-las também de Mãe de todas as bombas, por se seguir a pequenas explosões que apenas arranharam a chamada classe política.

Vejamos: Temos no Brasil um organizado e gigantesco sistema de corrupção, traçado e executado pela parceria público-privada comandada por Emílio Odebrecht e Lula da Silva, que trocavam de posição às custas de propinas na direção dos negócios do governo federal.

São tão grandes a abrangência e a proporção sistemática do assalto aos cofres públicos que ia da compra de vereadores – como ocorreu em Uruguaiana, no interior do Rio Grande do Sul -, até operações internacionais em nove países, Angola, Argentina Colômbia, El Salvador, Equador, México, Peru, República Dominicana e Venezuela.

Restam aparecer os EUA e o Japão, por causa das transações criminosas realizadas na compra de refinarias, em Pasadena e na ilha de Okinawa; em ambas as mesmas digitais do lulopetismo corrupto acionado por Dilma, no conselho da Petrobras e na Presidência da República.

Impõe-se a importância altamente negativa para a economia nacional e a comprovação da desfaçatez criminosa de Lula, o caso das obras em Angola, em prejuízo para as normas do BNDES e propina sendo paga em diamantes…

Até agora, devidamente divulgados em louvor à transparência defendida pelo ministro Edson Fachin, do STF, temos 76 inquéritos abertos, entre os quais 31 – ou 40,8% – tratam de cobrança de propinas. Quando redigia este artigo, tive a informação de que os delatores da Odebrecht apresentaram documentos para corroborar acusações feitas em delações premiadas.

Os investigadores da inteligência da PF dispõem de papeis diversos, contas e extratos bancários, comprovantes de transferência de dinheiro e contratos fictícios que simulavam um serviço prestado à empreiteira para camuflar pagamento de dívida de campanha.

A bomba explodiu com tamanha magnitude que escondê-los foi impossível para certos órgãos de informação simpáticos a Lula e Emílio. Jornalistas e colunistas famosos ainda não fizeram autocrítica por não ter antevisto o que ocorria no País antes da detonação da “Mãe de todos as bombas”.

O povo não ficou atônito. Informou-se, comprovando do que já desconfiava. A Nação como um todo pede uma severa punição para os culpados. Entretanto, os partidos picaretas tentam sensibilizar a Justiça a aceitar uso do dinheiro do Fundo Partidário para quitar as multas por mau uso do mesmo fundo.

E o pior, pelo cinismo descarado: A imprensa publica que estão à liderar essa Frente Única pela Corrupção – FUC, um crime de lesa-Pátria, Lula, FHC E Temer.  Nenhum deles merece perdão.

 

 

SENHOR BISPO

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, porque me corrompem” (Agostinho, bispo e doutor da Igreja)

Podem anotar que estas mal traçadas linhas não visam criticar ou muito menos combater partidos, filosofias de vida, igrejas ou seitas religiosas. Trata-se apenas de uma censura a uma autoridade pública que está cometendo um abuso.

Levou-me a isto uma nota de jornal que li, informando que o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, foi à África do Sul (a notícia não diz o que foi fazer) e lá foi a um culto na Igreja Universal, anunciado como Bispo.

Como sabemos, “bispo” (do grego antigo επίσκοπος ou episcopos; e do latim episcopus) quer dizer literalmente “supervisor”, de epi, fim/extremidade + skopos, vista, ou seja, “aquele que vê por cima, pelo alto, que supervisiona”).

No tempo anterior ao cristianismo, ser um bispo era assumir qualquer atividade administrativa nos âmbitos civil, financeiro, militar e judiciário.

A Igreja Universal, onde Crivella é bispo, foi fundada por Edir Macedo e tem uma organização semelhante às denominações tradicionais e como o sacerdócio evangélico admite mulheres, há o feminino “bispa”. A hierarquia tem também presbíteros e diáconos, os pastores equivalentes aos padres.

Bem, se Crivella viajou para a África do Sul como prefeito, suas visitas e reuniões deveriam ser realizadas a serviço da municipalidade carioca, para ter suas passagens e estadias pagas com o dinheiro público; se foi como bispo, que a sua igreja pague.

Faço esta cobrança por que lhe dei meu voto quando foi eleito. Confesso que foi por falta de opção; no primeiro turno, nenhum dos candidatos me atraiu pelo partido, postura ou presumível opção ideológica. O Índio da Costa – por ser frequentador do Tuitter – recebeu meu voto.

No segundo turno, A vs. B, fui induzido a escolher entre Crivella e Freixo. Não precisei matutar para excluir Freixo, como candidato do Partido Socialista do Leblon. Os autodenominados “revolucionários” deste partido foram muito bem classificados como “socialistas caviar”.

O próprio partido, dito “de esquerda, ” tem uma atuação que deixa a desejar por acobertar os vândalos Black-Blocs, atuar quase sempre como um puxadinho do PT e, cujos quadros estão fora da “lista de Janot”, são ótimos de discurso, mas, pelas entidades que dirigem são péssimos administradores.

Assim votei no Crivella, por não ter preconceitos de qualquer ordem, principalmente religiosos. Fui um eleitor entre os 1.700.030.000 votos contra 1.314950.000 que recebeu o seu adversário.

Foi por isto que critiquei Crivella, de pronto, quando insistiu em nomear um filho para a administração municipal, num gesto claro de nepotismo; que foi reforçado depois, dando um cargo para um sócio da filha. E critico-o, enquanto cidadão que paga impostos no município do Rio de Janeiro, sempre que julgar necessário.

Falei outro dia levantando a informação de que a guarda municipal e a própria urbana reduzem seus efetivos nos fins de semana e feriados, e que está sendo implantada no Jardim da Glória uma “cracolândia” e não me venham reclamar depois por que não será por falta de aviso. A Feira do Lixo que estava se insinuando na Rua do Catete foi reprimida pela Guarda Municipal, embora a sua presença não seja diária.

Enfim, imitando o grande Câmara Cascudo sinto-me um bairrista incurável. Ele escreveu: “Não sou nem federal nem estadual. Sou municipal”. É o meu caso. Como não tenho um vereador confiável, cobro do Prefeito, e deixo o bispo para seus fiéis.

NOÇOQUÉN

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

                                 “Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores” (Cora Coralina)

O título deste artigo, Noçoquén, parece esquisito, mas é bastante conhecido por antropólogos e indigenistas. Trata-se de uma reserva de plantas medicinais que os indígenas brasileiros, principalmente os amazônicos, mantinham e que foi estudado pelo cientista Curt Nimuendaju.

Uma espécie primitiva de jardim botânico que entra na minha narrativa para falar das Amazonas – mulheres guerreiras que em regime de matriarcado dominavam as tribos ancestrais dos Apiacá, Maué, Mundurucu e Mura. Pode ser lenda, mas também pode ser verdade, e a narrativa oral sobre essas guerreiras alcançou o princípio do século 20.

Lembrei-me de pesquisar sobre as Amazonas por causa de um fenômeno social da atualidade brasileira, cheio de razão e também de muita hipocrisia, denominado “feminismo”. Grifo “atualidade brasileira”, porque esse movimento vem de longe com suas heroínas e vitórias desde o século 19, com as mulheres inglesas lutando pelo direito de voto.

100 anos depois mulheres do Hemisfério Ocidental principalmente na Europa, ainda combateram (é de achar graça) para usar maiô de duas peças, mais tarde batizados de “biquínis”…

Nos fins do século 20 a História registra o que os pesquisadores e as próprias ativistas feministas denominam a “terceira onda”, o empenho das mulheres para conquistar a igualdade política legal e social com os homens.

Com exagerada e ruidosa participação de minorias, o movimento feminista embaralhou-se nas agitações pela liberdade sexual, desviando-se da causa original da manifestação pela igualdade de gênero.

Autodenominando-se “de esquerda” a facção diversionista assume atitudes agressivas a ponto de serem apelidadas de “feminazi” – por comparação com as tropas de choque hitleristas que aterrorizaram o povo alemão.

Além da linguagem violenta, as “feminazi” mostram total ignorância sobre a vida dos seus ídolos, pois Engels e Marx possuíram amantes; e, na sua fingida afetação exigindo a liberação total da sexualidade, defendem o islamismo, que relega a mulher a um plano secundário e pune com pena de morte o homossexualismo.

Felizmente, a má influência e a alienação só atingem uma ínfima minoria. As feministas autênticas se afirmam enaltecendo as lendárias Amazonas, que deixaram no Brasil os traços das primeiras sociedades humanas, do matriarcado com modo de produção comunitário e atividades comuns na colheita, na caça, na pesca e na guerra.

Nos dias de hoje, o papel da mulher trabalhadora recupera este respeito, participando de todas as atividades econômicas, culturais, políticas e sociais. Injustamente continuam sendo menos remuneradas do que os homens e ainda encontram portas fechadas para si.

Segundo o respeitável cientista e pesquisador Nunes Pereira, as antepassadas das mulheres trabalhadoras da atualidade eram responsáveis e guardas dos ‘noçoquéns”; as Amazonas os administravam com o conhecimento e a prudência dos pajés, colhendo, ensinando e receitando remédios fitoterápicos a quem deles necessitava.

É esta atividade respeitável, pela educação e a saúde do nosso povo, que esperamos das brasileiras patriotas, as nossas belas Amazonas…

 

 

O JUIZ

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“Quatro características deve ter um juiz; ouvir cortesmente, responder sabiamente, ponderar prudentemente e decidir imparcialmente.” (Sócrates)

Estudante de Direito, na tradicional Faculdade Nacional de Direito da antiga Universidade do Brasil e membro da “Academia Boêmia” que o pessoal do Centro Acadêmico Cândido de Oliveira (CACO) promovia, eu participava nos dias 11 de agosto dos “pendura” – comes e bebes em restaurantes e bares – à custa da casa, o que muitas vezes virava caso policial.

Somente a pouco tempo descobri que no 11 de agosto comemora-se – além do Dia do Advogado, o Dia do Juiz…  Felizmente essas duas figuras só se confundem numa data, pois são, pelo menos teoricamente, não somente diferentes, mas antagônicos.

“Advogados” – escreveu Lênin, numa acepção que concordo em gênero e número – “nem os do partido”; enquanto nominalmente a palavra “juiz” que vem do latim, iūdex -dĭcis, literalmente ” é “aquele que julga”, de jus, “direito”, “lei”, e dicere, “dizer”.

Trocando em miúdos, juiz é um cidadão investido de autoridade pública com o poder/dever para exercer o julgamento dos conflitos de interesse que são submetidos à sua apreciação.

No Brasil, como em diversos outros países, o juiz faz parte de uma corporação – o Poder Judiciário – um dos três poderes da República. É um administrador da Justiça do Estado, responsável por declarar e ordenar o que for necessário para julgar procedente ou não a pretensão da parte que o provocou, e fazer jus ao direito pleiteado.

Vem de longe as provocações para que o juiz pratique uma justiça boa e perfeita. Na velha Grécia, Platão alertou: “O juiz não é nomeado para fazer favores com a Justiça, mas para julgar segundo as leis”.

No século passado, um pensador brasileiro, Roberto de Oliveira Campos, no seu livro “Na virada do milênio” escreveu: “A independência do juiz não é uma faculdade absoluta, poder fazer o que queira sem dar satisfações. O juiz não tem, nem pode pleitear, moral ou profissionalmente, nenhuma independência diante da lei. Ele é, tem de ser, pelo contrário, um servidor incondicional da lei.”

A conjuntura político-social no Brasil nos leva a reconhecer a situação pré-falimentar da República, com o Poder Executivo vacilante quanto a sua legitimidade, um Poder Legislativo em estado de putrefação pelas práticas corruptas de muitos dos seus membros, e um Poder Judiciário que nem sempre exerce a sua função com independência e fazendo favores a quem nomeia os juízes…

Há, porém, honrosas e dignificantes exceções, principalmente entre os magistrados que julgam as ações da Operação Lava Jato. Em diversas unidades da Federação assistimos à intervenção de juízes – na maioria jovens – que obedecem à Lei e julgam com autonomia para agir e decidir.

Em destaque, como não poderia deixar de ser, temos a “República de Curitiba” – na ação da Justiça Federal do Paraná tendo à frente o juiz Sérgio Moro, que pelos ataques que vem sofrendo dos investigados, na grande maioria comprovadamente corruptos, cresce na nossa admiração, respeito e o aplauso dos brasileiros honestos.

A intervenção sistemática da Lava Jato, através da Polícia Federal e dos procuradores da República é um tesouro guardado, com chave de ouro, por um juiz que honra a sua função e obscurece todos os que distribuem malfeitos em nome da Justiça.

 

BARALHO

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

                                     “Tem gente que a vida inteira, fica travando inútil luta com os galhos, sem saber que é lá no tronco que tá o coringa do baralho” (Raul Seixas)

São tão confusas e difíceis de entender as circunstâncias políticas que o Brasil atravessa, que me veio à cabeça o verbo transitivo direto “embaralhar” que, dicionarizado significa misturar as cartas do baralho, alterar, atrapalhar, confundir, criar desordem…

De embaralhar vamos a Baralho, cartas retangulares de cartolina ou papelão (hoje os chineses exportam os de plástico), que, segundo alguns historiadores teriam surgido na China e, com outra versão, de origem árabe.

O mais conhecido no Ocidente obedece ao padrão francês, que segundo dizem foi criado pelo pintor Jacquemin Gringonneur, sob encomenda do rei Carlos VI e se popularizou graças a tecnologia da fabricação de papel e da impressão.

O baralho francês tem 52 cartas, com 13 cartas de cada um dos quatro naipes, paus (♣), ouros (♦), copas (♥) e espadas (♠), com quatro cartas de figuras em cada naipe, mais um ás e um coringa.

O baralho é utilizado em vários jogos, que entre os conhecidos no Brasil, temos o Buraco, Burro, Canastra, Fedorento, Maumau, Naipe, Pife-pafe (“pife” ou “relancim”), Pôquer, Ronda, Sete-e-meio, Sueca, Truco e Vinte-e-um.

Há o baralho cigano, para prática advinhatória e com cartas especiais, também se usa para o jogo do Tarô.

No vicioso esquema político reinante no Brasil se misturam a Operação Lava Jato, o juiz Sérgio Moro, o MPF, a PF, condenações populares à impunidade, lista fechada, fundo partidário, contribuição sindical compulsória, lentidão no STF, embaraços que se somam às conspirações degeneradas para anistiar o Caixa 2.

As cartas aqui poderiam trazem novas figuras que não às atribuídas por Gringonneur, levando para o lado do mal as cartas de espadas, aziagas, segundo jogadores empedernidos, e as cartas de ouros para o lado de bom.

Os delatores seriam os azes e Sérgio Moro o Coringa, com a vantagem da judicatura ser um trunfo.  Em certos jogos, o trunfo é o naipe apontado pelo corte do baralho que passa a ter superioridade sobre os demais naipes.

Temos alguns trunfos entre os políticos que escaparam da malsinada praga que o lulopetismo espalhou nos poderes da República e juiz Sérgio Moro – O Coringa – se diferencia pela independência e sobretudo pela coragem de enfrentar os poderosos.

Robert Louis Stevenson escreveu que “Nem sempre a vida é um jogo com cartas boas/ às vezes temos que jogar também com uma mão ruim”. É o que assistimos na grande mesa verde em que jogamos, os patriotas brasileiros contra a organização criminosa que sem-cerimônia assaltou o País.

Os parceiros da corrupção começaram a perder o jogo quando Dilma – ocupando a presidência da República tentou garantir prerrogativa de foro privilegiado para Lula nomeando-o para a Casa Civil. Perderam essa mão. E perderam a primeira rodada com o impeachment.

A mais importante partida é jogada agora. O az das delações premiadas, Marcelo Odebrecht, pôs na mesa as cartas que envolvem Lula e Dilma, embaralhados com próceres peemedebistas e tucanos.

Por fim, estas denúncias levaram à união os envolvidos em falcatruas. Eles tramam, no Executivo, Legislativo e Judiciário uma escapatória. Cozinham, às escondidas, projetos infames, como o abuso da autoridade e a anistia ao Caixa 2.

Será o povo nas ruas que dará a última cartada!

DELENDA

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

              “Uma república sem cidadãos de boa reputação não pode existir nem ser bem governada” (Nicolau Maquiavel)

O senador romano Catão –“O Antigo” – era na sua época (século III a.C.) a pessoa de quem sentimos falta no Brasil… Defendia ardorosamente o domínio do Mar Mediterrâneo por Roma com ardentes e frequentes discursos que terminavam sempre com a frase “Carthago delenda est”, que traduzida, correspondia a “é preciso destruir Cartago”.

Roma ainda se desenvolvia ligada à Grécia, com a qual disputava com os fenícios o comércio marítimo, no Oriente Médio e na África. Os fenícios eram um povo antigo que ocupava o território do atual Líbano e a zona litorânea da moderna Síria.

Hábeis de navegadores e comerciantes, os fenícios fundaram diversas colônias nas costas do Mediterrâneo e a que mais prosperou foi Cartago, no norte da África, mais propriamente na Tunísia de hoje.

O desenvolvimento comercial e político dos cartagineses se expandiu desde o sul da Península Ibérica às ilhas próximas a Roma, Sardenha, Córsega e oeste da Sicília. Tornou-se assim uma ameaça para os romanos que viviam igualmente uma fase de crescimento econômico.

O confronto era inevitável. Roma não poderia tolerar o domínio da Sicília e invadiu a ilha, dando início a três guerras chamadas pelos romanos de “púnicas” por que chamavam os cartagineses de “punici”; por outro lado os cartagineses batizaram as guerras como “guerras romanas”.

Foram três as guerras e durante o tempo em que viveu, Catão – O Antigo – combatia no Senado a invasão de Cartago, sempre repetindo o seu lema “delenda” – destrua-se. Na terceira disputa bélica Cartago foi invadida e destruída, e isto resultou historicamente na formação do que viria a ser o Império Romano.

A frase “delenda Carthago est” é lembrada pela insistência de Catão para entusiasmar os cidadãos romanos a assumir o seu destino, como igualmente fazemos para livrar o Brasil da quadrilha lulopetista que sobrevive com suas tropas de choque ameaçando a Democracia.

É preciso que brademos “Delenda Lulopetismo”, até a extirpação desse câncer maligno cuja metástase se infiltra em todos setores da vida nacional, pelo aparelhamento nos poderes da República.

É necessário repetir de alto e bom som “Delenda Impunidade”, exigindo a prisão de todos os corruptos e o ressarcimento das fortunas roubadas por eles.

É preciso persistir na luta contra os crimes e a impunidade, argumentando, discutindo e gritando nas ruas “Delenda Foro Privilegiado” – uma blindagem que um político sério e honesto dispensaria.

A cidadania deve assumir o seu papel e conduzir a Nação para a guerra contra a criminalidade dos políticos sem patriotismo e sem pudor. Que inventaram uma “Lista Fechada! ” para esconder os corruptos do eleitor. “Politicagem Delenda Est”!

Vamos perseverar como fez Catão escrevendo, falando, discursando o “Delenda Impunidade”, para livrar o Brasil dos ladrões da riqueza nacional.

Está capitulada na História a destruição de Cartago em 146 a.C. desaparecendo do mapa a grande concorrente de Roma no domínio do Mar Mediterrâneo. Lutemos para que os nossos “delenda” varram da conjuntura brasileira a quadrilha lulopetista e que o seu chefão termine seus dias na cadeia!

SEITA

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected]

“Toda seita é uma bandeira de erro. Não há seitas na geometria… “ (Voltaire)

Seita, do latim secta – “secionar”, “dividir”, “sectar”, é um conceito utilizado para conjuntos de pessoas unidas para professar doutrina, ideologia, sistema filosófico ou político adotados coletivamente.

O “Grande Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa”, qualifica “seita” como “sistema que se afasta da crença ou opinião geral”. E o Aurelão registra que “seita” é um grupo coeso de pessoas que participa de uma doutrina comum.

Há quem observe que “seita” seria uma organização contra um meio que considera hostil ou descrente. O grupo então se fecha e vê o restante da sociedade como má, passível de punição.

As seitas estudadas pela História têm formação diversa, de caráter científico, filosófico, político ou religioso. A antiguidade grega registra o pitagorismo, liderado pelo filósofo e matemático Pitágoras de Samos.

Nas chamadas grandes religiões encontramos milhares de seitas. O islamismo tem dezenas e muitas separações também dividiram o cristianismo, particularmente com os cismas da Igreja Católica.

Movimentos nacionais romperam com o Vaticano, sendo o principal o   anglicanismo, no Reino Unido. Temos também igrejas particulares, como as Igrejas Católicas Orientais, as Igrejas Ortodoxas Russa e Grega e a Igreja Católica Copta.

Quanto ao movimento protestante, aparecem os pentecostistas, metodistas, Assembleia de Deus, Adventistas do Sétimo Dia, Testemunhas de Jeová e os Mórmons, fora as denominações que grassam no Brasil.

Há também as seitas esotéricas, sendo a principal delas a Rosa-cruz; e, mais recentemente, a Igreja da Cientologia, também conhecida como Dianética.

Na política, agruparam-se autodenominados socialistas, proudhonismo, georgismo, fabianos e marxistas, sendo estes últimos subdivididos em marxismo-leninismo, stalinismo, trotskismo e maoísmo.

No Brasil, os aderentes do stalinismo e do trotskismo, antagônicos, (Trotsky rompeu com Stálin), ambos de ideologia totalitária, que se juntaram a outras tendências para fundar o PT, inevitavelmente transformado numa seita de fanáticos com uma teoria política narcopopulista de orientação bolivariana.

É impressionante a adesão confusa a um partido de flagrantes distorções ideológicas, com militantes praticando o culto da personalidade de Lula da Silva, um pelego sindical astuto e psicótico.

O nível mental desses militantes lulopetistas se justifica com as últimas declarações de Lula, que depondo como réu num processo que o julga por tentar barrar as investigações da Operação Lava Jato, esbravejou contra o bombardeio de denúncias que o envolvem, e se comparou com Deus.

Disse (e está gravado): “Se o senhor soubesse quantas pessoas usam o meu nome em vão. As pessoas tinham que ler mais a Bíblia para não usar tanto o meu nome em vão”. Este tresloucado disparate deixou os lulopetistas contritos (e alguns ajoelhados).

Felizmente os lulopetistas se reduziram a um pequeno número. O fracasso da “greve geral” que convocaram trouxe-nos a alegria de constatar que os aderentes diminuíram bastante.

São poucos os que ainda cultuam a figura obscena de Lula, que pôs o Brasil em estado pré-falimentar pela incompetência e pelo roubo. E, com mil aleluias, vimos que o Pelegão está agora na “Lista de Janot” e que irá enfrentar Sérgio Moro no juizado de 1ª instância para uma condenação exemplar.

 

 

 

SEM-FUTURO

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“A mudança é a lei da vida. E aqueles que confiam somente no passado ou no presente estão destinados a perder o futuro.” (John Kennedy)

A reforma da previdência é necessária e urgente para garantir os benefícios dos contribuintes passados, presentes e futuros. Infelizmente não é assim que vê a oposição populista – autodenominada “socialista”. Os sem-futuro.

É claro que para os estudiosos do problema, que têm olhos de ver e ouvidos de ouvir não creem no alardeado “rombo na Previdência”. Os que assim consideram escondem a massa de devedores da dupla contribuição, dívida que chega a trilhões. Estão aí, entre os maiores, com bilhões de reais caloteados, a massa falida da Varig e a JBS/Friboi, onde a Famiglia Lula da Silva tem interesses.

Os sem-futuro, na maioria “parasitas do dinheiro público” como se refere um editorial do Estadão, fazem de tudo para contaminar as reformas. A pelegagem se mostra hostil, incapaz de assumir responsabilidades. Entre eles se apresenta o pelegão Paulinho da Força, dono do partido fisiológico Solidariedade.

Há nos demais partidos – para não falar da esquerda bolivariana, PT e seus puxadinhos – parlamentares que, por demagogia, se mostram “defensores” dos contribuintes, sem levar em conta a realidade.

Entretanto, cobradas as dívidas, que é uma exigência nacional, o projeto traz medidas positivas nas regras de transição e a proposta de que os benefícios se desliguem da referência com o salário mínimo.

É preciso destacar, particularmente, a conjuntura de que a população brasileira está vivendo mais, com mais idosos do que no século passado. Uma conquista maravilhosa que deve ser acompanhada de garantias vindouras, já que as novas gerações que sustentam o espólio previdenciário, diminuem.

Uma verdade incontestável é que os governos dos três níveis, federal, estadual e municipal, nunca levaram a sério o fundo previdenciário, usando-o a seu bel prazer e distribuindo benesses a torto e direito.

Veja-se que a União se responsabiliza por privilégios colonialistas, atendendo políticos, com aposentadorias e pensões absurdas e militares, que mantêm vantagens próprias diferenciadas dos demais. Os Estados gastam inexplicavelmente R$ 35,8 milhões por ano com pensões de ex-governadores e viúvas.

Com esta constatação é fácil provar que a soma dos calotes com os disparatados privilégios para algumas categorias, que existe um “rombo”; um enganoso argumento dos que resistem às reformas.

Outras deduções ilusórias dos sem-futuro, está na diferenciação de gênero, distinguindo a mulher trabalhadora – que já goza de vários benefícios – do homem trabalhador, usando a “dupla jornada” (no trabalho externo e na moradia) como se atualmente os homens, em grande parte, também não se submetessem a este expediente.

É preciso que tenhamos a obrigação de olhar para o porvir. Não é o destino que vai construir a base previdenciária para atender quem contribui durante anos como garantia de uma velhice tranquila.

Sei, e não me sinto solitário, que tais considerações não agradam a muitas pessoas, mas é preciso que alguém fale e diga tudo para garantir que os contribuintes obtenham o direito adquirido da aposentadoria integral.

E isto não ocorrerá sendo negada a Previdência aos que têm direito, se forem mantidos privilégios que favorecem aqueles que são “mais iguais do que os outros”…

 

 

 

COMPROMISSO

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“O que destrói a humanidade? Política, sem princípios; Prazer, sem compromisso; Riqueza sem trabalho; Sabedoria sem caráter… (Mahatma Gandhi)

Anos atrás me empolguei com o livro de Howard Fast intitulado “Compromisso”. Um dos meus autores norte-americanos preferidos, Fast conta a história de um jornalista impedido de publicar uma reportagem sobre a fome em Bengala, na Índia, pela censura branca dos donos dos jornais.

Por denunciar o colonialismo inglês atuando na Índia durante a 2ª guerra, o repórter é perseguido e termina acusado de subversivo, sendo preso pelo Comitê McCarthy a pedido do serviço secreto britânico, na época policialesca que envergonha os EUA na História da Humanidade.

Compromisso é um substantivo masculino que vem do latim, “compromissus”, particípio passado do verbo “compromittere” que, por sua vez, se origina de “promessa”, ou seja, “com promessa”.

Há, em hebraico, ao menos duas palavras com a mesma raiz de Elohim, deus, “aquele que se compromete e cumpre”, ambas expressando diretamente uma promessa ou juramento.

A primeira é alah, e diz respeito ao compromisso objetivo, à descrição do que é acertado; e a segunda, davar, referindo-se à palavra emprenhada para cumprimento de uma promessa tenha o promitente a consciência de suas implicações ou não.

Nas línguas neolatinas, a sinonímia de “compromisso” é riquíssima: além de promessa escavaquei acordo, ajuste, combinação, convenção, contrato, palavra, pacto, tratado, trato…

Compromisso é uma obrigação que os políticos brasileiros não cumprem. De tal maneira é o desprezo que os parlamentares sem o menor pudor descumprem as suas promessas e rasgam os contratos, que provocam indignação e revoltam a cidadania.

Será uma injustiça, porém, limitar ao Poder Legislativo esta ignomínia. A infâmia contamina a vida política nacional de cima para baixo, do presidente da República aos prefeitos, passando pelos governadores. E tem mais, o Poder Judiciário não escapa da perda de credibilidade, com desembargadores e juízes que vendem sentenças.

Do ponto de vista histórico, uma coisa é indiscutível: foi a pelegagem lulopetista, quando chegou ao poder, que institucionalizou o desprezo pelas obrigações contraídas. A começar pela traição ao programa do próprio partido e a aliança com os 300 picaretas do Congresso.

A expressão “ter um compromisso” nada significou para Lula da Silva e seu poste, Dilma Rousseff quando exerceram a presidência da República.  E não somente isto: além de lavarem as mãos – como Pilatos – diante da corrupção dos partidários, parceiros e aliados, participaram da roubalheira com um cinismo de corar uma estátua de mármore.

A triste constatação de um Brasil despojado dos valores éticos e morais, e a total falta de compromissos dos dirigentes constitucionais nos levam a crer na necessidade de passar uma borracha nas instituições para recomeçar do zero…

Como a esperança é a última que morre, daremos mais uma chance ao Poder Judiciário (leia-se STF), para que assuma o compromisso de cumprir a lei, punindo os empresários e políticos corruptos sejam quais forem, e a qual partido pertençam ou sirvam.

Para isto devemos revigorar o entusiasmo patriótico e voltar às ruas. Um País contaminado pela corrupção, com as casas do Congresso conspurcadas, o STF semi-partidarizado e a Presidência cercada pelos que querem acabar com a Lava Jato não há outra saída: “Às ruas, povo brasileiro! ”

MARCHINHAS

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“O povo toma pileques de ilusão com futebol e carnaval. São estas as suas duas fontes de sonho”. (Carlos Drummond De Andrade)

Acho que foi o diabo quem inventou essa história do “politicamente correto”. No carnaval é que se vê que esta barbaridade está na contramão da alegre confraternização social. Lembrando que é a inversão de valores que domina os temas carnavalescos.

Essa desgraça que se abateu sobre o mundo é a razão do fim das marchinhas políticas, caricaturais, denunciantes e de protesto. Na minha juventude cantei e gravei marchinhas do desabafo popular, começando por “DAQUI NÃO SAIO” de Paquito e Romeu Gentil.

Lembrando a agonia de despejo forçado pela modernização urbana do Rio de Janeiro, cantamos “Daqui ninguém me tira/ Onde é que eu vou morar/ O senhor tem paciência de esperar/ Inda mais com quatro filhos/ Onde é que vou parar? ”

Os protestos da época induziram uma nostalgia pelo governo de Getúlio Vargas e os compositores Haroldo Lobo e Marino Pinto “estouraram” no carnaval de 50 com “RETRATO DO VELHO” fazendo o povo cantar: “Bota o retrato do velho, outra vez/ Bota no mesmo lugar/ O sorriso do velhinho/ Faz a gente trabalhar”.

Eleito Getúlio, o Rio de Janeiro sem autonomia política, sofria problemas estruturais, o que levou Vitor Simon e Fernando Martins a comporem “VAGALUME”, o protesto uníssono dos cariocas: “Rio de Janeiro/ Cidade que nos seduz/ De dia falta água/ De noite falta luz. ” Sobre o mesmo tema, apareceu em 1954 “TOMARA QUE CHOVA”, de Romeu Gentil e Paquito: Tomara que chova/  Três dias sem parar (bis)/ A minha grande mágoa/ É lá em casa não ter água/ E eu preciso me lavar”…

Na minha velha cabeça sempre achei que as marchinhas traduziam o contentamento coletivo do reinado de Momo… E são insuperáveis. Há pelo menos umas 100 que se tornaram clássicas, e hoje mais fortes do que nunca pela bestialidade das proibições.

A mais antiga, e ainda cantada, é a “ABRE ALAS” da inolvidável Chiquinha Gonzaga. E vieram depois com a força da tempestade “LINDA MORENA” (Lamartine Babo), PIERROT APAIXONADO (Noel Rosa E Heitor Dos Prazeres) e “MAMÃE EU QUERO” (Jararaca e Vicente Paiva).

Me perdoem os “politiqueiros corretos” que não passam de uma tomografia computadorizada da imbecilidade reinante entre os que se autodenominam de “vanguarda”. Adoro “O TEU CABELO NÃO NEGA”, de Lamartine Babo; a MULATA É A TAL” (Braguinha-Antônio Almeida) e “NEGA MALUCA” (Fernando Lobo-Evaldo Rui). Procuro e não acho racismo nas letras destas canções.

Tampouco encontro misoginia e preconceitos em “ALLAH-LÁ-Ô” (Haroldo Lobo-Nássara), “AURORA” (Joel e Gaúcho), “NÓS OS CARECAS”, “MARA ESCANDALOSA”, “SASSARICANDO”, “BALZAQUEANA”, (Wilson Batista) e “CABELEIRA DO ZEZÉ”.

Ainda lembrando os protestos, tivemos “PRAÇA ONZE”, “ZÉ MARMITA”, “ACENDE A VELA”, “TOMARA QUE CHOVA”. Mas quando o romantismo aflorava, entoávamos “TAÍ” (Joubert de Carvalho) e “QUEM SABE, SABE” (Jota Sandoval-Carvalhinho).

Sob o domínio da alegria pura, dançávamos com a CHIQUITA BACANA” (Haroldo Lobo e David Nasser), “TOURADAS EM MADRI” e “YES, NÓS TEMOS BANANA” (Braguinha e Alberto Ribeiro). “SACA-ROLHA” (Zé da Zilda, Zilda do Zé e Waldir Machado, “ME DÁ UM DINHEIRO AÍ” (Ivan, Homero e Glauco Ferreira) e “CACHAÇA”(Mirabeau Pinheiro-Lúcio de Castro-Heber Lobato).

Dito isto, vê-se que abomino o “politicamente correto”, que não passa de uma “PIADA DE SALÃO” (Klecius Caldas e Armando) …